LuXo x LixO - aS cArAs Do BrAsIL

Consumo de luxo no Brasil fatura US$ 3,9 bilhões
O mercado de consumo de luxo fatura mais de US$ 400 bilhões por ano no mundo. No Brasil, são US$ 3,9 bilhões, sendo São Paulo responsável por 72% dessa fatia.Segundo pesquisa da MCF Consultoria, esse mercado atinge 2,5% da população brasileira. Apesar do baixo índice, esses consumidores colocam o Brasil entre os dez maiores mercados de consumo de luxo do mundo.
Nas Américas, o Brasil está em segundo no consumo de luxo, atrás apenas dos Estados Unidos. Depois de São Paulo, figuram no ranking desse consumo as cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Distrito Federal, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Florianópolis.
A expansão anual na venda desses produtos deve ficar em torno de 15%, em média, nos próximos anos, segundo informações da BCG obtidas com empresas que atendem esse público em 23 categorias.
O mercado será assunto da primeira conferência de luxo voltada ao mercado premium corporativo, que será realizada em São Paulo, no próximo dia 16 de agosto, pela CORE Brazil, empresa especializada no mercado de luxo...
Não quero ser chata, nem cortar o barato de ninguém, seja dos economistas, dos consultores e lojistas, nem mesmo dos consumistas, digo, consumidores.
Mas enquanto isso do outro lado, na periferia das cidades....
Segundo o Unicef 50 mil crianças ganham a vida e tiram tudo o que tem, inclusive comida, do lixo.
Passar fome é não ter renda suficiente sequer para cobrir uma das necessidades mais básicas do ser humano: comer. Para se manter em pé, o corpo humano precisa, em média, de 2.000 a 2.500 calorias diárias. É uma situação-limite, em que não dá para tapear o estômago: 100 calorias abaixo desse patamar por dia e já se vive com uma fome crônica e se é vítima das conseqüências que a subnutrição traz à saúde, como o fraco desenvolvimento físico e intelectual do indivíduo.
No Brasil, os famintos se contam às dezenas de milhões. A pesquisa mais contundente já feita sobre o problema, o Mapa do Fim da Fome no Brasil, foi lançada em julho de 2001 pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Coordenado pelo economista Marcelo Cortes Néri, esse estudo calcula que temos 50 milhões de indigentes. Esse é o nome que se dá às pessoas que sobrevivem com menos de R$ 80 mensais, valor mínimo para garantir o pão de cada dia segundo os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS).
O número representa cerca de 30% de todos os brasileiros. É como se toda a população dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, estimada pelo IBGE em 1998, passasse fome. A situação é tão dramática que o suíço Jean Zigler, relator especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, concluiu que o Brasil não garante a seu povo esse direito, assegurado pelo Pacto Número 1 da ONU.
Isso precisa ser dito. Não é demagogia, é uma realidade vergonhosa.
O mercado de consumo de luxo fatura mais de US$ 400 bilhões por ano no mundo. No Brasil, são US$ 3,9 bilhões, sendo São Paulo responsável por 72% dessa fatia.Segundo pesquisa da MCF Consultoria, esse mercado atinge 2,5% da população brasileira. Apesar do baixo índice, esses consumidores colocam o Brasil entre os dez maiores mercados de consumo de luxo do mundo.
Nas Américas, o Brasil está em segundo no consumo de luxo, atrás apenas dos Estados Unidos. Depois de São Paulo, figuram no ranking desse consumo as cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Distrito Federal, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Florianópolis.
A expansão anual na venda desses produtos deve ficar em torno de 15%, em média, nos próximos anos, segundo informações da BCG obtidas com empresas que atendem esse público em 23 categorias.
O mercado será assunto da primeira conferência de luxo voltada ao mercado premium corporativo, que será realizada em São Paulo, no próximo dia 16 de agosto, pela CORE Brazil, empresa especializada no mercado de luxo...
Não quero ser chata, nem cortar o barato de ninguém, seja dos economistas, dos consultores e lojistas, nem mesmo dos consumistas, digo, consumidores.
Mas enquanto isso do outro lado, na periferia das cidades....

Segundo o Unicef 50 mil crianças ganham a vida e tiram tudo o que tem, inclusive comida, do lixo.
Passar fome é não ter renda suficiente sequer para cobrir uma das necessidades mais básicas do ser humano: comer. Para se manter em pé, o corpo humano precisa, em média, de 2.000 a 2.500 calorias diárias. É uma situação-limite, em que não dá para tapear o estômago: 100 calorias abaixo desse patamar por dia e já se vive com uma fome crônica e se é vítima das conseqüências que a subnutrição traz à saúde, como o fraco desenvolvimento físico e intelectual do indivíduo.
No Brasil, os famintos se contam às dezenas de milhões. A pesquisa mais contundente já feita sobre o problema, o Mapa do Fim da Fome no Brasil, foi lançada em julho de 2001 pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Coordenado pelo economista Marcelo Cortes Néri, esse estudo calcula que temos 50 milhões de indigentes. Esse é o nome que se dá às pessoas que sobrevivem com menos de R$ 80 mensais, valor mínimo para garantir o pão de cada dia segundo os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS).
O número representa cerca de 30% de todos os brasileiros. É como se toda a população dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, estimada pelo IBGE em 1998, passasse fome. A situação é tão dramática que o suíço Jean Zigler, relator especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, concluiu que o Brasil não garante a seu povo esse direito, assegurado pelo Pacto Número 1 da ONU.Isso precisa ser dito. Não é demagogia, é uma realidade vergonhosa.
Vamos ficar só observando?




<< Home